A exaltação do belo, fruto do consumo de imagens é algo inconsciente e presente durante toda a vida de uma pessoa. Essas imagens já são pré-estabelecidas nas mentes dos indivíduos como ideal de felicidade, inicialmente plantados pelos pais e depois moldado pela sociedade. Dessa maneira surgem os modismos na escola, a definição do feio e do bonito, do certo e do errado. Potencializados pelos meios de comunicação de massa, esses ideais adquirem uma força ainda maior e transforma a vida criada pelas telenovelas, na vida que o sujeito gostaria de ter. Assim, inspirados em atores com corpos sarados e definidos, surgiu febre das academias, a indústria da moda trouxe o culto ao corpo extremamente magro, os ídolos do esporte se tornam referência de força, riqueza, ditando moda até no visual. Ainda que essas imagens pré-definidas de consumo sejam uma herança cultural e histórica, e que mereça um aprofundamento muito maior que essa simples explanação, o ideal de belo presente na sociedade está relacionado com o tipo de imagem que a sociedade quer comprar. Por mais que se lute pela inclusão das pessoas com deficiências, existe um esforço ainda maior para que a deficiência seja evitada.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Deficiência e mídia na inclusão social
“Este texto é uma prévia de um trabalho de conclusão de curso de comunicação social da UFJF, voltado para a ótica do jornalismo sobre o tema deficiência”.
A deficiência está galgando passos lentos, mas importantes e inovadores a caminho da inclusão social e da igualdade de direitos. Por muito tempo as pessoas com deficiência se mantiveram dentro de suas casas, com medo de encarar um mundo que a princípio se mostrava intimidador. O que não deixa de ser verdade. Ainda que queiram participar ativa e produtivamente das atividades sociais diárias, se esbarram em posturas preguiçosas, obstáculos físicos e ideológicos e constante distanciamento social promovido [não propositalmente] pela mídia.
A construção de aspectos ideológicos e a ratificação de valores da sociedade acontecem de forma muito eficaz através dos meios de comunicação de massa. As novelas são muitas vezes responsáveis por ditar modismos, enquanto o jornalismo determina aquilo que será debatido no cotidiano. Mesmo que passíveis de relativização, essa teorias exprimem de maneira geral a influência que a mídia exerce sobre seus espectadores. Os meios de comunicação vendem o conteúdo que seu público pede, em contrapartida o público determina o que é importante para ser noticiado. Mas onde a deficiência entra nessa história?
Assinar:
Postagens (Atom)